segunda-feira, 17 de junho de 2013

Indicações e contra-indicações da Manovacuometria

Indicações para a mensuração das pressões respiratória máximas:

- Diagnóstico diferencial de dispneia ou de distúrbio restritivo sem causa aparente confirmação da disfunção dos músculos ventilatórios em certos estados mórbidos;
- Polimiosite e outras miopatias proximais;
- Miopatia por excesso de corticosteróides: síndrome de Cushing, administração excessiva;
- Miopatia por escassez de corticosteróides: doença de Addison;
- Distrofias musculares;
- Miastenia gravis;
- Hipotiroidismo;
- Hipertiroidismo;
- Deformidades torácicas;
- Paralisia isolada de um hemidiafragma:
⇒ Após lesão de nervo frênico durante cirurgia cardíaca
⇒ Após infecções intratorácicas
⇒ Após manipulações do pescoço
⇒ Após esmagamento frênico ou frenicectomia
⇒ De causa ignorada
- Fraqueza de ambos os hemidiafragmas;
- Esclerose lateral amiotrófica;
- Esclerose múltipla;
- Degeneração espino-cerebelar;
- Doenças que cursam com atrofia cerebelar;
- Doença de Charcot-Marie-Tooth;
- Avaliação de resposta à fisioterapia e à reabilitação respiratória;
- Avaliação pré-operatória da função dos músculos ventilatórios;
- Doenças respiratórias que afetam a função pulmonar (e.g.,DPOC, asma)
- Obesidade acentuada;
- Deformidades da caixa torácica;
- Doenças neuromusculares;
- Desnutrição;
- Corticoterapia sistêmica prolongada;
- Doenças endócrinas (hipotiroidismo, síndrome de Cushing, doença de Addison);
- Avaliação da possibilidade de desmame de ventilação mecânica.


Contra-indicações à mensuração das pressões respiratórias máximas:
 Absolutas:
- Infarto agudo do miocárdio ou angina instável recente;
- Hipertensão arterial sistêmica grave e sem controle;
- Aneurisma de aorta;
- Pneumotórax;
- Fístulas pleurocutâneas ou pulmonares;
- Cirurgia ou traumatismo recente sobre as vias aéreas superiores, o tórax ou o abdome;
- Hérnias abdominais;
- Problemas agudos de ouvido médio;
- Glaucoma ou descolamento de retina;
- Hidrocefalia, meningocele, processos neurológicos que favoreçam o engasgamento das amídalas;
- Estado geral de deterioração física ou mental que impeça a colaboração do paciente

Relativas:
- Pouca colaboração do paciente;
- Traqueostomia;
- Paralisia facial;
- Hemorróidas sangrantes;
- História de síncope tussígena;
- Doenças da coluna vertebral.

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Referência:

Souza RB.: Pressões respiratórias estáticas máximas. J Pneumol 28(Supl 3) – outubro de 2002.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Olá a todos, recentemente foi impresso o Livro de Poesias "Poucas Palavras"  de minha autoria. Abaixo a capa do mesmo.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Cursos em várias Universidades do Mundo.

Quer assistir um curso em uma das melhores Universidades do Mundo?
Então, o veduca é um site onde você encontra cursos de várias Universidades de renome mundial.
É só entrar no http://www.veduca.com.br/ e você vai podre escolher a Universidade e o curso disponível (traduzido ou não) para assistir e com isso conhecer e aprender sobre o que eles estão ensinando.
Não deixe de conferir, é uma boa oportunidade para o seu aprendizado.

sábado, 16 de fevereiro de 2013



Manovacuometria:
Os músculos da respiração realizam trabalho ventilatório contra a resistência do sistema. Sendo assim, a medida da força desses músculos é parte relevante da eficiência do conjunto. É um exame de fácil realização, que se utiliza equipamento de baixo custo, um medidor de pressão negativa e positiva, o manovacuômetro.
O manovacuômetro pode determinar com precisão a força da musculatura respiratória, pois permite a mensuração da musculatura inspiratória e expiratória, determinada pela pressão negativa e pressão positiva.
Os valores obtidos na manovacuômetria são expressos em centímetros de água (cmH2O). A medida da pressão inspiratória máxima (PImáx) é geralmente feita ao nível de volume residual e por outro lado, a medida de pressão expiratória máxima (PEmáx) é feita a partir da capacidade pulmonar total.



Técnica:
- PImáx: avaliado sentado, com o tronco à 90º graus com as coxas, braços relaxados na lateral do tronco, e com o nariz ocluído por um clipe nasal. O avaliado realiza expiração até alcançar o volume residual, conecta-se  a peça bucal do manovacuômetro na boca do avaliado que realiza um esforço inspiratório máximo.
- PEmáx: avaliado sentado, com clipe nasal realiza inspiração até alcançar a capacidade pulmonar total e, então, conecta-se a peça bucal do manovacuômetro enquanto o indivíduo realiza uma expiração máxima. 
- São realizadas 6 (seis) repetições em cada variável do teste onde todas devem ser aceitáveis (sem vazamentos). De cada manobra anota-se o resultado onde no final da avaliação é considerado o maior valor alcançado. O valor da PImáx. é precedido por um sinal negativo e o valor da PEmáx. por um sinal positivo.


Obs: Na expiração máxima, a insuflação passiva das bochechas diminui a pressão produzida pela musculatura expiratória torácica e abdominal, diminuindo o valor medido de PEmáx. Contudo, quando se contraem vigorosamente, as bochechas insufladas geram elevação na pressão expiratória, falseiando a pressão produzida pelos músculos expiratórios torácicos e abdominais, estando a glote aberta ou indevidamente fechada.
Na inspiração máxima, os músculos da boca e da orofaringe podem gerar pressão negativa, falseiando o valor da pressão produzida pelos músculos inspiratórios da caixa torácica, esteja a glote aberta ou indevidamente fechada. 
Um pequeno orifício (ou fuga) no instrumento de mensuração serviria para dissipar as pressões geradas pela musculatura da face e da orofaringe, sem afetar as pressões produzidas pelos músculos da caixa torácica com a glote aberta, pois a magnitude da fuga não seria suficiente para alterar, durante o curto período que as medições são realizadas, o volume da caixa torácica ou a configuração de seus músculos.






Resumo: Valores da manovacuometria em pacientes com hipertensão arterial resistente e síndrome da apneia e hipopneia obstrutiva do sono.

http://www.rbconline.org.br/wp-content/Archives/v25sA/v25sA.pdf

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013


“A frequência cardíaca como fator de risco cardiovascular tratável”
A associação da frequência cardíaca de repouso com morbidade e mortalidade cardiovascular já foi publicado em vários estudos epidemiológicos e continua a ser negligenciado.
A frequência cardíaca elevada (taquicardia) é apontada como fator de risco para mortalidade em varias populações, principalmente nos coronarianos. Observações clínicas reforçam a importância da FC na fisiopatologia da aterosclerose e na ruptura de placa.
A redução da frequência cardíaca pode ser um mecanismo que resulta no beneficio e bom prognóstico em pacientes com infarto miocárdio e insuficiência cardíaca que faz uso de betabloqueador.
O autor relata que a utilização de medicamentos para redução da FC (ivabradine) fornece oportunidade de avaliar os efeitos desta redução seletivamente, sem alterar aspectos da função cardíaca.
A análise prospectiva de dados do grupo placebo (que não usaram a medicação) demonstraram que a FC de repouso elevado (> ou = 70 bpm) é um forte preditor independente de resultados clínicos.

O link abaixo tem o artigo na integra.






quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

A Associação Brasileira do Sono (ABS) estará promovendo em 21 a 24 Novembro de 2013 na cidade do Rio de Janeiro o XIV Congresso Brasileiro do Sono.
As inscrições estão abertas.